A recente decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) de incluir as despesas de capatazia na base de cálculo do ICMS-Importação surpreendeu as empresas importadoras que operam nos portos brasileiros. A 2ª Turma do STJ decidiu, por unanimidade, que os custos de movimentação e manuseio de mercadorias nos portos devem integrar a base de cálculo do imposto. Essa decisão frustra as expectativas dos importadores que, desde 2022, buscavam a exclusão desses custos do imposto.
Para muitos empresários, os custos de capatazia sempre foram vistos como uma carga adicional, mas havia esperança de que o Judiciário pudesse aliviar essa carga. Com a decisão do STJ, essa esperança se dissipou, exigindo que as empresas reavaliem suas estratégias fiscais, especialmente aquelas que dependem fortemente de importações e já operam com margens apertadas.
O impacto direto no cálculo do ICMS

Com a decisão do STJ, as empresas importadoras agora precisam recalcular o ICMS-Importação, incluindo as despesas de capatazia. Isso significa que custos operacionais nos portos, como movimentação, carga e descarga de mercadorias, passam a influenciar diretamente o montante do imposto devido. Para muitos, isso representa um aumento significativo na carga tributária, exigindo ajustes nas margens de lucro e, potencialmente, nos preços finais dos produtos.
Essa mudança sublinha a necessidade de um planejamento tributário mais robusto. Empresas em setores com margens apertadas precisarão reavaliar suas operações logísticas e estratégias de importação para mitigar o impacto financeiro dessa mudança. Sem ajustes adequados, o aumento no ICMS pode corroer as margens de lucro e afetar a competitividade.
“Não é possível contestar a decisão?”
Embora a decisão do STJ seja vinculante, ainda há espaço para contestação em instâncias superiores, como o Supremo Tribunal Federal (STF). No entanto, essa possibilidade envolve custos e incertezas que nem todas as empresas estão dispostas a assumir. Além disso, a decisão do STJ pode estabelecer um precedente forte, desestimulando novas contestações.
Para aqueles que consideram contestar, é essencial avaliar cuidadosamente os custos e benefícios potenciais. As empresas precisarão de uma estratégia jurídica bem fundamentada para ter qualquer chance de sucesso em reverter a decisão. Esse caminho pode ser arriscado e exigir um investimento significativo de tempo e recursos.
Repercussões no planejamento tributário
Com a inclusão da capatazia na base do ICMS-Importação, as empresas devem repensar suas práticas de compliance tributário. Isso pode envolver desde a renegociação de contratos com fornecedores até a revisão das cadeias de suprimentos para otimizar custos. Além disso, a gestão eficiente dos tributos passa a ser ainda mais crítica para manter a competitividade no mercado.
Outra abordagem pode ser a busca por regimes especiais de tributação ou incentivos fiscais que possam compensar o aumento do ICMS. Empresas que operam na Zona Franca de Manaus, por exemplo, podem explorar benefícios locais para minimizar o impacto da decisão. A adaptação a essas mudanças exige um olhar estratégico e uma capacidade de resposta rápida às novas exigências fiscais.
A diferença entre quem se prepara e quem reage
Empresas que não se anteciparem a essas mudanças podem enfrentar dificuldades financeiras significativas. Aquelas que agem proativamente, ajustando suas operações e estratégias fiscais, estarão em uma posição mais forte para absorver o impacto e até mesmo transformá-lo em vantagem competitiva. O preparo e a adaptação são diferenciais cruciais em um cenário de mudanças tributárias.
Traduzir essas mudanças para a realidade do seu setor e adaptar-se a elas é um desafio que requer uma abordagem consultiva e estratégica. A contabilidade consultiva é essencial para navegar por essas complexidades e garantir que as decisões sejam informadas e eficazes. Com o apoio certo, é possível transformar desafios em oportunidades.
Para explorar como essas mudanças podem impactar sua empresa, a Bono Conta está à disposição para oferecer insights valiosos.
Oportunidades para a sua empresa
- Reavaliar contratos com fornecedores para otimizar custos de importação.
- Explorar regimes especiais de tributação para compensar o aumento do ICMS.
- Ajustar estratégias de precificação para manter a competitividade.
- Implementar um planejamento tributário mais robusto para mitigar impactos.
- Aproveitar benefícios fiscais locais, como os da Zona Franca de Manaus.
Com informações de Notícias Fiscais. Análise e texto: Redação Bono Conta.
Ficou com dúvidas? Fale agora pelo WhatsApp
Nossa equipe responde em minutos durante o horário comercial, de segunda a sexta, das 8h às 17h.