Na quinta-feira (27), 45 projetos industriais entram na mesa do Conselho de Desenvolvimento do Amazonas (Codam) somando R$ 1,02 bilhão em investimento previsto. A pauta da 321ª reunião ordinária, reunida em 164 páginas de fichas técnicas publicadas pela Sedecti, ainda não foi votada, mas já dá pra entender pra que serve cada tipo de projeto que passa por ali.
Existe uma confusão comum entre quem acompanha esses números de fora: achar que toda proposta aprovada pelo Codam é uma fábrica nova chegando na Zona Franca. Na prática, a maioria dos projetos nem estreia negócio novo, eles ajustam o que uma empresa já instalada faz. E essa diferença muda o tipo de incentivo que cada um carrega.
O que a pauta de quinta-feira coloca na mesa

Das 45 propostas, 22 são projetos de implantação, empresa começando operação nova dentro da Zona Franca. Outras 21 são de diversificação, fábrica já instalada ampliando o que produz. E só 2 são de atualização, modernização de linha que já tinha aprovação anterior do Conselho.
Somadas, as 45 fichas técnicas preveem R$ 1,02 bilhão em investimento fixo e financeiro, e 1.355 empregos diretos e indiretos, segundo o levantamento linha a linha da própria pauta. O maior projeto individual é da TCL Semp, em eletroeletrônicos, sozinho perto de R$ 582 milhões somando investimento fixo e financeiro.
A diferença entre implantar, diversificar e atualizar
Implantação é a estreia: empresa que não existia na Zona Franca vira operação nova, com todo processo de habilitação do zero. Diversificação é o caminho mais comum na pauta desta semana: fábrica que já tem processo produtivo aprovado adicionando linha, modelo ou componente novo ao que já produz. Atualização é a menor fatia, projeto que só moderniza um processo que o Conselho já autorizou antes.
Pra quem toca negócio na região, essa categoria não é só burocracia de formulário. Já mostramos aqui que a Zona Franca de Manaus oferece mais que incentivos fiscais, e a categoria do projeto é o que define prazo de análise e exigência técnica antes de virar produção rodando com incentivo ativo.
“Só empresa grande consegue projeto aprovado no Codam.” O segmento de duas rodas mostra outra conta

Bens de informática lidera o faturamento do Polo Industrial de Manaus no primeiro semestre de 2026, com 22,01% de participação, segundo a Suframa. Mas logo atrás vem duas rodas, motos e bicicletas elétricas, com 19,77%, um segmento que cresceu em boa parte via projeto de diversificação, fábrica que já existia ampliando modelo, não gigante estreando do zero.
Isso muda a régua de quem está decidindo se vale a pena levar um projeto novo pro Codam: a segunda maior fatia do faturamento do polo não pertence só a quem chegou primeiro ou maior, pertence a quem soube diversificar dentro do que já tinha.
A diferença entre esperar sair no diário oficial e já se preparar
Quem só olha o resultado da votação de quinta-feira vai saber se o projeto passou ou não, e nada além disso. Quem acompanha a pauta de perto já sabe, antes da votação, em qual categoria seu próximo projeto se encaixaria, que documentação essa categoria exige e quanto tempo o histórico do Conselho costuma levar pra aprovar cada tipo.
Montar esse dossiê antes de precisar dele, calculando investimento fixo e financeiro do jeito que a ficha técnica do Codam pede, é trabalho de quem lida com o regime fiscal da Zona Franca no dia a dia, não de quem só lê o resultado da reunião depois de publicado.
Se sua empresa está avaliando abrir, diversificar ou atualizar um projeto na Zona Franca de Manaus, vale entender com a Bono Conta qual categoria e quais incentivos se aplicam ao seu caso.
Com informações de Sedecti · Pauta da 321ª Reunião Ordinária do Codam. Análise e texto: Redação Bono Conta.
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