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Importar da China virou febre, e o imposto quebra quem não fez as contas.

Importar da China virou tendência no varejo e já tem crédito. Mas II, ICMS e a Reforma podem comer a margem, veja a conta real antes do primeiro pedido.

por Redação Bono Conta 4 min de leitura 797 palavras
Importar da China virou febre, e o imposto quebra quem não fez as contas. | Bono Conta
5 minutos de leitura·847 palavras

Importar produtos da China se tornou uma prática comum entre pequenos varejistas, movida pela promessa de lucro fácil e pela facilidade de financiamento. No entanto, muitos empresários se deparam com um obstáculo financeiro significativo: a carga tributária. Ignorar ou subestimar os impostos pode transformar uma oportunidade lucrativa em um pesadelo financeiro, sublinhando a importância de uma análise cuidadosa e planejamento detalhado antes de embarcar nessa empreitada.

Por que todo mundo está importando da China

O movimento tem um gatilho macro: o tarifaço dos Estados Unidos reorganizou o comércio global e empurrou ainda mais produto chinês para mercados como o Brasil. O resultado aparece nos números, segundo a Forbes Brasil, o total de empresas brasileiras que compram da China saltou de 3,7 mil em 2000 para 40 mil em 2024, com forte crescimento justamente entre micro e pequenos negócios.

E onde há demanda, surge o crédito. A plataforma JoomPro, que conecta empresas brasileiras a fabricantes chineses, anunciou uma linha de US$ 100 milhões (cerca de R$ 506 milhões) para financiar varejistas que vendem em marketplaces como Mercado Livre, Shopee e Magalu. Ou seja: dá para importar sem capital próprio. O que a facilidade não mostra é o tamanho da conta que vem junto.

A conta que ninguém mostra: os impostos da importação

O preço que você vê no fornecedor chinês é só o ponto de partida. A partir dali, empilham-se tributos e custos que, somados, costumam superar o valor da mercadoria. E o caminho tributário muda conforme como você importa.

A conta real da importação: via remessa (20% até US$ 50,60% até US$ 3.000 mais ICMS) e via importação formal (II, IPI, PIS/Cofins, ICMS, AFRMM) | Bono Conta

Pela via das remessas internacionais (o modelo de quem traz pouca quantidade por courier), vale o Regime de Tributação Simplificada: 20% de Imposto de Importação em compras até US$ 50 e 60% de US$ 50 a US$ 3.000, sempre com ICMS por cima, que varia de 17% a 22% conforme o estado. Já na importação formal, feita pela empresa para revender em escala, entram Imposto de Importação, IPI, PIS/Cofins-importação, ICMS-importação, o AFRMM do frete marítimo, além de despachante, armazenagem e taxas portuárias. Nenhuma dessas linhas aparece no preço do anúncio, mas todas entram na sua margem.

E a Reforma muda o jogo da importação

Quem planeja importar em 2026 e além precisa colocar a Reforma Tributária na conta. O IBS e a CBS passam a incidir também sobre as importações, substituindo gradualmente PIS, Cofins, IPI e ICMS ao longo da transição, que vai de 2026 a 2033. Neste ano de teste, o efeito direto é pequeno, um acréscimo de cerca de 1% (0,9% de CBS e 0,1% de IBS), mas a lógica de cálculo e as obrigações já começam a mudar.

Há ainda um ponto que afeta em cheio quem vende em plataforma: pela nova legislação, os marketplaces ganham responsabilidade na cobrança dos tributos em diversas situações. Isso significa menos espaço para improviso e mais necessidade de manter a operação regular, porque o recolhimento pode não passar mais só pela sua mão.

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A importação na Reforma: IBS e CBS passam a incidir, fase-teste de 1% em 2026, transição até 2033 e marketplaces com responsabilidade na cobrança | Bono Conta

Onde o pequeno importador tropeça

Os erros que transformam a oportunidade em dor de cabeça se repetem: importar “no CPF” ou de forma informal e ser autuado; classificar a mercadoria na NCM errada e pagar imposto a mais (ou a menos, e responder por isso); estourar sem perceber o limite do Simples Nacional; ignorar o câmbio e o IOF da operação; e, o mais comum, precificar sem embutir o custo tributário real, descobrindo tarde demais que a “margem gorda” não existia. Some-se a isso o capital de giro que fica preso enquanto a carga não é desembaraçada.

Varejista e contador revisando a operação de importação com caixas sobre a mesa | Bono Conta

Como transformar a oportunidade em lucro

Importar da China pode, sim, ser um ótimo negócio, desde que a operação seja montada de trás para frente: partindo do imposto e do custo real para só então definir preço, volume e uso do crédito. É esse o trabalho que a Bono Conta faz com o varejista: definir o enquadramento e a via de importação corretos, classificar a mercadoria, calcular a carga tributária de verdade (inclusive o efeito da Reforma), cuidar do câmbio e da conformidade no marketplace e precificar com a margem que sobrevive à conta cheia.

Crédito barato só é vantagem quando a operação por trás dele fecha no azul. Antes de fazer o primeiro pedido, ou de sacar a primeira parcela da linha de financiamento, vale sentar e fazer a conta inteira. É mais barato acertar a estrutura do que descobrir o prejuízo na segunda importação.

Vai importar da China para vender em marketplace? Fale com a Bono Conta e monte a operação no azul, WhatsApp (92) 3199-5696 ou contato@bonoconta.com.br.

Fontes: Forbes Brasil (reportagem sobre o financiamento de importações chinesas e a linha da JoomPro); Regime de Tributação Simplificada / Programa Remessa Conforme (Receita Federal); Emenda Constitucional 132/2023 e Lei Complementar 214/2025 (IBS, CBS e responsabilidade das plataformas digitais na importação). Alíquotas e regras em transição (2026 a 2033).

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